10 anos após os atentados de 11 de Setembro, o Canal Hollywood
assinala a efeméride com a exibição de "Voo 93", a primeira
produção cinematográfica sobre a tragédia que usa o tempo real dos
atentados para exibir, no dia 11, pelas 22h00, a sucessão destes
trágicos acontecimentos como um "quase documentário" retratado
minuto a minuto.
Quatro jovens de origem árabe preparam-se espiritualmente para a
missão que os espera: desviar um avião comercial e transformá-lo
numa arma poderosa. Ao mesmo tempo, passageiros e tripulantes vão
ocupando as suas posições no Boeing 757, com destino a São
Francisco, sem desconfiarem de nada.
Paul Greengrass ("Domingo Sangrento", "A Supremacia Bourne") é o
realizador desta primeira grande produção sobre o 11 de Setembro,
ou mais precisamente sobre a história do voo 93 da United Airlines,
o quarto avião desviado naquela data (os outros três atingiram as
duas torres do World Trade Center e o Pentágono) e que nunca chegou
ao seu alvo.
Honesto e profundamente comovente, "Voo 93" retrata a tensão e o
drama de centenas de pessoas - tripulantes, passageiros e
familiares em terra - nos 91 minutos que durou o sequestro,
relatando uma possível sequência de acontecimentos, com base nos
registos telefónicos de passageiros para familiares e nas gravações
do piloto, mostrando a forma como os passageiros não se renderam ao
terrorismo.
Enquanto em terra equipas de militares e civis lutavam para
compreender os acontecimentos, quarenta americanos comuns que se
sentaram como estranhos, encontraram a coragem para enfrentarem os
terroristas.
O momento em que ocorre o primeiro sequestro de avião, o primeiro
impacto contra o WTC, o segundo, o pânico que se espalha pelo
departamento de controle aéreo dos EUA, a paralisação dos militares
- que só tinham a CNN como fonte de informação -, e finalmente a
arriscadíssima decisão de pousar milhares de aviões pelos EUA,
quando ficou comprovado que se tratava, sim, de uma onda de terror.
Está tudo ali, como se fosse um documentário.
O voo 93 da United Airlines levantou do aeroporto de Newark no dia
11 de Setembro de 2001, às 08h01, com destino a São Francisco. O
Boeing 757 despenhou-se numa zona rural da Pensilvânia, a 128
quilómetros de Pittsburgh, às 10h03, naquilo que se julgava ter
sido um suicídio colectivo. Quarenta e cinco pessoas morreram,
incluindo cinco assistentes de bordo e dois pilotos.
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